Saúde mental: Janeiro Branco é o símbolo para conscientizar população sobre o tema

Campanha criada em 2014 por psicólogos de Uberlândia (MG), a escolha se deve ao período do ano ideal para traçar novas práticas e objetivos, visando o bem-estar da saúde mental

Um novo ano traz consigo novas esperanças e planos que podem ser colocados em prática visando o bem-estar da saúde mental. Em se tratando de 2020, um período tão turbulento em diversas áreas, mas sobretudo na saúde com o agravamento da pandemia do coronavírus, o Janeiro Branco - termo cunhado por psicólogos de Uberlândia, em Minas Gerais - simboliza o momento ideal para traçar novas metas para um novo ciclo.

Bem mais do que a ausência de doenças como ansiedade e depressão, Organização Mundial da Saúde tem conceito amplo sobre saúde

Com o COVID-19, nunca ouviu-se tanto falar da OMS. A organização atuante mundialmente conceitua saúde como um completo estado de bem-estar mental, físico e social, o que vai além da detecção de doenças e enfermidades ligadas ao tema, como ansiedade e depressão. Em conjunto com a OMS, a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), realizou estudos que classificam o Brasil como o país com mais pessoas ansiosas no mundo e o segundo na América Latina com indivíduos sofrendo de depressão. 

Vale ressaltar a importância da saúde mental: ela é responsável por mais de um terço da incapacidade total mundial, tendo os transtornos depressivos e ansiosos como maiores causas. Segundo a OPAS, até 85% das pessoas com transtornos  mentais em países de baixa e média renda não recebem tratamento adequado. Uma das consequências é o reflexo no desenvolvimento econômico, já que indivíduos - impactados ainda mais pelo coronavírus - desenvolveram o estigma pessoal de incapacidade. Neste cenário, a quarentena e o isolamento social - embora necessários - foram determinantes para o aumento de casos. 

Os números citados demonstram a relevância do tema e a real necessidade de ampliação do debate, com a proposição de estratégias e mecanismos para combater doenças, sobretudo em um mundo que viverá, de 2021 em diante, um “novo normal” ainda incerto quanto às regras de saúde, convívio familiar, social e profissional. Apenas como previsão do que o Brasil deve encarar pela frente e, fazendo jus ao Janeiro Branco, somente em 2019 mais de 29 milhões de beneficiários de planos de saúde utilizam-se de algum procedimento relacionado aos cuidados com a saúde mental. Número este que, certamente, deverá aumentar nos próximos anos.

 

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